Amante tem vez ou deve sempre ficar em segundo lugar?

Tenho 50 anos, -  raridade - sou amante de uma mulher de 50 anos separada, mas não desquitada, isso já faz dois anos exatamente. Eu sinto mais falta dela do que ela de mim.  Ela tem filhos e tem uma vida social. Creio que somos o casal mais discreto do universo. A cada dez dias nos vemos. Quase ninguém sabe desse romance. Eu acho que não estou mais gostando de ser amante estou querendo "exigir" algo mais, me valorizar mais, porém tenho medo de perdê-la.

Sinto que ela está com certo pouco caso,  ou com dó de mim e isso é horrível. Já conversamos sobre isso, mas nunca de forma direta, são mais insinuações.

Algumas vezes ela liga e se mostra alegre depois fica um tempo sem ligar, para ligar novamente dizendo que  vai a festas.

Eu não sei nem onde ela mora e não conheço sua família. Ela sim já veio em casa. Bom, Márcia acho que já disse tudo, estou to com medo de perdê-la.

Acho que estou apaixonado, mas não estou  a fim de continuar a ser amante. É isso...

 

 

Em primeiro quero agradecer a sua confiança por pedir a minha opinião. Não posso responder por você. Vou colocar alguns pontos que espero que ajudem a esclarecer o que você sente. Nem todos os namoros precisam se transformar em casamento. Hoje em dia, e principalmente na idade adulta, as pessoas costumam ter compromissos sociais e com a família. Muita gente a essa altura já se casou, teve filhos e, por mais romântico que possa parecer morar com a pessoa amada, principalmente nos momentos de solidão, se a outra parte tiver filhos adolescentes pode não ser tão divertido. Jovens têm muitos conflitos. Ainda é preciso considerar as ex-famílias, raramente ‘os seus e os meus’ irão se transformar em ‘os nossos’, as demandas, o tipo de formação e até a turma com quem convivem costuma ser muito diferente. As pressões de ex-maridos, ex-sogros, novos sogros, tios e primos podem causar um stress desnecessário a essa altura da vida. Quem sabe vocês conversam sobre a possibilidade de tornar o namoro público?