Acho muito deselegante trazer para a vida diária assuntos que são sem nenhuma importância, e a televisão é mestra nisso. A chamada de um canal de TV para um programa sobre o escritor brasileiro Euclides da Cunha começa pelo final: avisa a todos que foi assassinado e que, talvez, a sua morte tenha sido o resultado de conspiração política. Ele foi o grande gênio das letras no final do século 19, autor de Os Sertões, deve ser lido e não conhecido pela maneira como morreu. A sua morte é um dos fatos mais foram analisados nos últimos cem anos. Isso mesmo tem um século e nenhuma nova descoberta em uma história complexa e dolorida. É uma fama às avessas. Para quem não sabe ele atacou a tiros o amante da mulher e, como eram todos militares ou ex-militares e carregavam armas, o ataque foi devidamente revidado.
Para mais detalhes, inclusive as fotos dos autos policiais leiam: Euclides da Cunha por Roberto Ventura, Companhia das Letras, 2003.
Euclides da Cunha. Foto: Reprodução

Escrito por Márcia Zoladz às 21h49
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A Tv não para de repetir detalhes do cotidiano de Michael Jackson. O que mais me impressionou e, com certeza não queria saber, precisava se anestesiar para dormir; que pena que me contaram tamanha tristeza sobre um grande artista. Gostaria de lembrá-lo de outra maneira. Mas esquecem de criticar algo que terrível, não foi enterrado, o sei corpo está em uma geladeira aguardando uma nova oportunidade comercial. Os mortos devem ser enterrados. E nós devemos observar aquilo que nos é próximo, esse tipo de assunto não é notícia nem motivo de conversa.
Escrito por Márcia Zoladz às 21h31
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