A Folha de S. Paulo de hoje, 8 de novembro de 2009, traz ampla cobertura sobre o caso da estudante que foi escorraçada por uma turba na UNIBAN. O que do começo ao fim é um exemplo de como não se pode lidar com uma situação. A aluna foi expulsa da faculdade por trajar uma roupa inadequada: um vestido de malha curta, estilo camisetão, desses que se encontra à venda em todas as lojas de roupa da cidade, sem contar os ambulantes nas ruas da cidade de São Paulo, portanto um vestido que está na moda, popular ao gosto feminino. Também está calçada com um escarpin, explico o que quer dizer -- um sapato de salto alto fechado, no caso com plataforma, também à venda por bom preço nas cadeias de lojas de roupas populares. Logo para o Brasil de hoje o traje é correto. Não tem nada de extraordinário a ponto de gerar um protesto.
Gente, nem nos anos 60, no auge da minissaia aconteceu tamanho grau de caipirice.
Desde quanto confundir moda com ética explica a expulsão um aluno de uma instituição de ensino? O que me preocupa, e muito, é que nesse caso a UNIBAN alega que o traje incorreto justifica a sua decisão e eles tem uma faculdade de moda! Deveriam ter ouvido alguém de lá antes de mandar a moça embora.